terça-feira, 16 de dezembro de 2008

tanto.

Tanto pra te dizer, mas tanto sem saber ao certo quais palavras usar. Tem tanto sentimento, tem tanto amor, tem tanto tempo. Eu fico me perguntando se você sequer lembra do meu sorriso de sempre quando via você, porque eu, definitivamente, não me esqueço de nenhum detalhe seu. E eu fico me perguntando, então, será que ainda existe tempo pra nós dois, será que ainda existe eu e você pra você? Porque em mim,...aah, em mim ainda existe tanto disso!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Valsa

"Fez tanto luar que eu pensei nos teus olhos antigos
e nas tuas antigas palavras.
O vento trouxe de longe tantos lugares em que estivemos,
que tornei a viver contigo enquanto o vento passava"
(Cecília Meireles)

Desde aquele dia...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

História encurtada

Ela chorou compulsivamente por incontáveis dias. O sorriso aberto dos últimos meses foi substituído por uma máscara com um sorriso que tentava forjar felicidade; uma máscara tão fajuta e frágil que até um olhar menos perspicaz captaria o que estava por trás dela. A alegria de quem encontrou um tesouro, por estar já com raízes tão profundas, fez um estrago maior do que todos previram quando foi arrancada abruptamente de dentro dela. E os dias coloridos e ensolarados, rodeados de arco-íris, e borboletas, e nuvens rechonchudas, e árvores floridas, transformaram-se em noites gélidas e solitárias.
Ela parou e viu, certa vez, que chorar não levaria a lugar nenhum; não traria ninguém de volta, nem faria o passado ser o seu presente. Mas, ainda assim, as lágrimas não secaram; continuava noite, e não existia sol para secar seu coração transbordante. O Coração, tão machucado, não conseguira chorar tudo o que estava dentro dele (e não passava nem perto de conseguir, sabia disso); continuava encharcado, derramando pelos olhos tudo aquilo que lhe sufocava, que lhe matava rapidamente. Ela quis gritar a plenos pulmões que o amava, quis correr sem rumo, quis se esconder, quis fugir, mas ela... aaah... ela nada podia fazer!
Trouxeram-lhe infinitas luzes artificiais; “talvez imitem o sol e consigam secar seu coração”, pensaram; nada adiantou. As luzes refletiam um sol imaginário por um curtíssimo prazo de tempo e logo se apagavam. Trouxeram-lhe flores, doces, bombons que ela devoraria contentíssima outrora. Trouxeram-lhe conversas mansas, palavras macias, cócegas, risadas alegres, causos engraçados. Trouxeram-lhe ombros, colo, braços e abraços; e tudo isso nenhum efeito surtia. Ela sabia exatamente o que precisava, e isso não podiam lhe trazer.
Então ela fechou-se num mundo de sonhos. O coração, tão machucado, foi ficando fraquinho, fraquinho, foi respirando aos poucos, em suspiros esparsos; e ela... aaah... ela nada podia fazer!