quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Da demora da espera

E se isso te fizer feliz, eu posso viver pra sempre ao teu lado.
No final das contas, é bom sentir o coração pulando novamente. É bom sentir-se tão seu e tão meu ao mesmo tempo. Eu não esperava por você, eu não queria você; não constava do roteiro apaixonar-me por você. Mas, sabe, "quando o coração distrai, a sorte vem"...! Sorte ou não, aqui está você, aqui estou eu, e aqui está um coração que pede licença pra ser seu. Aqui estão minhas palavras, aqui está minha história. Aqui estão as desilusões. Entrego tudo em papel passado, se preciso for.
Só não demora muito? É que ainda está tão frio; e tão solitariozinho; e tudo grita por você... Até eu ando gritando por você (tá, não ando não, só falei pra impressionar, mas eu gritaria, repito, se preciso fosse). Pode entrar por essa porta que está aberta... você é a única que tem a chave... a única que me comoveu, que me despertou, que me tirou da apatia. Então, não demora muito, por favor? É que meus dedos andam com uma vontade louca de conhecer a textura da sua pele. É que meus ouvidos me contaram que o som predileto deles, por acaso, confunde-se com o que eu ouço quando você fala. Mas eu espero, eu espero muito tempo, se preciso for. Só não demora muito? É que esse sonho é tão bom, e tão inesperado, que precisa ser compartilhado. É que me sinto tão você, quando penso em mim, que já não sei se sou eu, se é você. É que me sinto tão nós, quando penso em você, que já não há razão para ser só eu, ser só você. É que eu vejo você: ora se entregando, ora se debatendo, e eu não sei quando devo ..... Não demora muito, tá? É que esse sonho, que começou no início do fim do meu inverno, não precisa ter fim. É que eu simplesmente amo o seu jeito. É que ... meu amor, demore quanto tempo precisar, mas não demore muito, por favor?
Porque, se issso te fizer feliz, eu posso viver pra sempre ao teu lado!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ham?

Dizem que disseram coisas que não deveriam ter sido ditas.
Digo que dissestes exatamente o que deveria ter dito desde dezembro.
Dissestes que as coisas não deveriam ter sido assim.
Ele diz: vem comigo, que eu te digo tudo..
Devaneios, devaneios...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sentido

Tateou as bordas do buraco ali deixado. Ali costumava residir um coração, diziam as más línguas.
Só encontrou os restos. Encontrou os pedaços; daquilo que um dia fora seu sonho, as lembranças soltas.

Não soube dizer quando; ou como; ou, sequer, onde. Algum fio soltara-se pelo caminho - sem olhar pra trás, sem querer conversa com os demais. O fio que ligava tudo.

Gritou com os pedaços encontrados: o contato com eles... frio, gélido, cortante. Meu Deus, por que doía tanto??


(Dizem que, certas horas, estar tão perdido é bom porque, se perdido, talvez encontremos algum sentido em tudo.

Ali estava ela - ou o que costumava ser ela.
Exatamente desse jeito. Como puderam previr.
Quem sabe... assim... o tal sentido dê as caras)

sábado, 6 de junho de 2009

Agradecimentos

Sempre ouvi sobre o modo como o amor deixa as pessoas atônitas, sobre como coisas que você diria a aquela amiga-boba-que-vive-sendo-enganada-e-sempre-cai-na-mesma-ladainha acabam não sendo aplicáveis a você.Só esqueceram de dizer que as pessoas não são de ferro. Esqueceram de dizer que um sentimento precisa ser cultivado, o amor é cultivado. Não adianta conseguir o amor de alguém e não trabalhar em favor de manter aquilo. Pque, ainda que o amor de uma pessoa não morra, sempre, uma hora hora ou outra, renasce aquele outro amor, o amor-próprio, sabe? Aquele que sua mãe vive te dizendo pra ter, e aquele que você aconselha tantos a terem... e aí, meu bem, adeus disposição, adeus carinho, adeus confiança.
NINGUÉM tem o direito de dispor da vida de outra pessoa, ninguém pode se considerar tão importante a ponto disso.O ponto mais estranho é que, usualmente, as pessoas só conseguem aprender isso depois de terem passado por um pólo passivo dramático de algo assim; não nego estar inclusa entre essas pessoas.
Meu pólo ativo ensinou-me tudo sobre como eu não devo tratar um relacionamento. Ele conseguiu me passar TUDO sobre como falta de consideração e de afeto podem fazer uma gastrite nervosa surgir, pra dizer de uma só coisa. Ele me ensinou tantas coisas que eu pretendo nunca colocar em prática em uma relação. Muito obrigada, pólo ativo, por ser uma pessoa tão prestativa, que se dedicou com tanto afinco a esses ensinamentos. Do fundo do meu coração, muito obrigada!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Medo

Sabe, é que eu tenho tanto medo de me perder na escuridão dos teus olhos; tenho tanto medo de que uma hora qualquer, num dia comum, sem que eu perceba, a imensidão de sentimentos que um simples sorriso seu me causa me faça perder o sentido; é que você me invade os pensamentos, me invade os sonhos, e não me deixa esquecer... que é você; e que é pra você... os meus desejos mais bonitos, as minhas palavras guardadas. Mas é que eu tenho tanto medo de que você possa escutar o quanto meu coração realmente bate por você; é que deixar-se tão frágil, tão à mostra, nunca combinou muito comigo; é que esse medo de ser explícito é meu parceiro mais antigo, ainda mais antigo que essa profusão de emoções que você desperta em meu eu. E eu tenho tanto medo, tanto medo.

quarta-feira, 4 de março de 2009

hoje.

Hoje eu parei pra quase morrer de saudades de mim, de você, do nós que o tempo, que as circunstâncias, que as conquistas diferentes suspenderam por hora; hoje eu parei pra te desenhar em meus sonhos, parei pra relembrar daquilo que nem eu sabia ser possível lembrar; hoje eu parei pra ver em cada lance de memória, em cada história vivida, [revivida pelas lembranças],que você sempre esteve ali. E é sempre você... não me canso de parar, hoje e sempre, pra me lembrar disso.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Hoje acordei assim, com esse mar de lembranças me afogando....
sem mais...
;)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

despeito

E então ela empacotou e colocou numa mala velha vermelha todas as lembranças. Juntou tudo: os retratos dos dois rostos sorridentes passeando por aquela rua antiga; as passagens; as flores murchas, as pétalas e o cheiro ainda presente; empacotou os beijos ardentes; empacotou os carinhos delicados; e empacotou até os desejos de fazer ele eternamente feliz. Empacotou Tudo como se Tudo nunca tivesse existido, assim era mais fácil enganar a memória. Como se as coisas não passassem de um devaneio, como se ela tivesse apenas acordado de um pesadelo... E então ela olhou pra mala velha vermelha abarrotada de coisas antigas; de umas memórias que estendiam os braços e gritavam "- socorro!". Olhou o Tudo que ainda estava ali, olhou o Tudo que, por mais que ignorasse, era o que fazia o seu coração se remexer e ganhar cor, mesmo ainda depois do que aconteceu.

E então foi quando ela percebeu que o que tinha era despeito. Justo ela... despeito de quem levou um belo pé você sabe onde. E ela decidiu que poderia passar por cima daquilo. Manteve tudo bem empacotado, vez por outra remexendo nos seus pacotes, mas com um novo olhar sobre tudo, sabe, como quem finalmente se acha depois de estar tão perdido. E isso era muito bom.


ps.: esse não é pra ninguém, finalmente!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

tempo.

Não saber o que sentir...
depois de um tempo, a gente aprende que não há nada que possamos fazer, a não ser deixar o tempo agir, deixar as coisas tomarem o seu lugar. Lembro que você me disse isso certa vez; lembro-me também de que um sorriso tímido em meu rosto concordou com as suas palavras. E hoje, depois de certo tempo, depois do vento que fez, depois das roupas que secaram, e depois do sol que reapareceu, consigo entender a realidade crua dessas palavras. Hoje enxergo diferente,... incrível como na chuva se aprendem coisas tão rapidamente; incrível, mais ainda, é o que ficou em mim depois de tudo!