quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Da demora da espera
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Ham?
Digo que dissestes exatamente o que deveria ter dito desde dezembro.
Dissestes que as coisas não deveriam ter sido assim.
Ele diz: vem comigo, que eu te digo tudo..
Devaneios, devaneios...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Sentido
Só encontrou os restos. Encontrou os pedaços; daquilo que um dia fora seu sonho, as lembranças soltas.
Não soube dizer quando; ou como; ou, sequer, onde. Algum fio soltara-se pelo caminho - sem olhar pra trás, sem querer conversa com os demais. O fio que ligava tudo.
Gritou com os pedaços encontrados: o contato com eles... frio, gélido, cortante. Meu Deus, por que doía tanto??
(Dizem que, certas horas, estar tão perdido é bom porque, se perdido, talvez encontremos algum sentido em tudo.
Ali estava ela - ou o que costumava ser ela.
Exatamente desse jeito. Como puderam previr.
Quem sabe... assim... o tal sentido dê as caras)
sábado, 6 de junho de 2009
Agradecimentos
sexta-feira, 27 de março de 2009
Medo
quarta-feira, 4 de março de 2009
hoje.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
despeito
E então ela empacotou e colocou numa mala velha vermelha todas as lembranças. Juntou tudo: os retratos dos dois rostos sorridentes passeando por aquela rua antiga; as passagens; as flores murchas, as pétalas e o cheiro ainda presente; empacotou os beijos ardentes; empacotou os carinhos delicados; e empacotou até os desejos de fazer ele eternamente feliz. Empacotou Tudo como se Tudo nunca tivesse existido, assim era mais fácil enganar a memória. Como se as coisas não passassem de um devaneio, como se ela tivesse apenas acordado de um pesadelo... E então ela olhou pra mala velha vermelha abarrotada de coisas antigas; de umas memórias que estendiam os braços e gritavam "- socorro!". Olhou o Tudo que ainda estava ali, olhou o Tudo que, por mais que ignorasse, era o que fazia o seu coração se remexer e ganhar cor, mesmo ainda depois do que aconteceu.
E então foi quando ela percebeu que o que tinha era despeito. Justo ela... despeito de quem levou um belo pé você sabe onde. E ela decidiu que poderia passar por cima daquilo. Manteve tudo bem empacotado, vez por outra remexendo nos seus pacotes, mas com um novo olhar sobre tudo, sabe, como quem finalmente se acha depois de estar tão perdido. E isso era muito bom.
ps.: esse não é pra ninguém, finalmente!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
tempo.
depois de um tempo, a gente aprende que não há nada que possamos fazer, a não ser deixar o tempo agir, deixar as coisas tomarem o seu lugar. Lembro que você me disse isso certa vez; lembro-me também de que um sorriso tímido em meu rosto concordou com as suas palavras. E hoje, depois de certo tempo, depois do vento que fez, depois das roupas que secaram, e depois do sol que reapareceu, consigo entender a realidade crua dessas palavras. Hoje enxergo diferente,... incrível como na chuva se aprendem coisas tão rapidamente; incrível, mais ainda, é o que ficou em mim depois de tudo!